Quanto cobrar na estética automotiva: como montar sua tabela de preços

Custo real, hora de trabalho, porte do carro e nível de sujeira: um método prático para precificar lavagem, polimento e vitrificação sem trabalhar de graça.

Última atualização: 12 de outubro de 2026

Muita estética automotiva define preço olhando o concorrente da rua de baixo. O problema é que o concorrente pode estar errado, ou ter custos totalmente diferentes dos seus. Preço bom começa pelos seus números.

1. Descubra seu custo por hora

Some tudo que você paga por mês para a estética existir: aluguel, água, luz, internet, salário de quem ajuda, contador, sistema, manutenção de equipamentos e o seu próprio pró-labore. Divida pelo número de horas que vocês realmente trabalham no mês.

Exemplo: R$ 9.000 de custos fixos ÷ 180 horas trabalhadas = R$ 50 por hora. Esse é o mínimo que cada hora de trabalho precisa pagar, antes de qualquer lucro.

2. Some os produtos de cada serviço

Para cada serviço, estime quanto de produto vai: shampoo, cera, polidor, boina, microfibra, APC. Não precisa ser exato no centavo, mas precisa existir. Num polimento, o produto pesa bem mais do que numa lavagem simples.

3. Monte o preço

Preço = (horas do serviço × custo por hora) + produtos + margem.

Exemplo de polimento técnico: 4 horas × R$ 50 = R$ 200; produtos = R$ 60; margem de 40% sobre R$ 260 = R$ 104. Preço: R$ 364, que você pode arredondar para R$ 360 ou R$ 370.

4. Ajuste pelo porte do carro

Um SUV tem mais área, mais detalhe e leva mais tempo que um hatch. Em vez de inventar um preço para cada carro, defina o preço do carro médio e uma porcentagem por porte:

PorteExemplosAjuste sugerido
PequenoHatch compacto−10% a −20%
MédioSedã, SUV compactopreço base
GrandeSUV, caminhonete média+20% a +30%
Extra grandePicape grande, van+40% a +60%

Os números são ponto de partida. Ajuste com o tempo real que cada porte leva na sua estética.

5. Considere o nível de sujeira

Carro de quem pega estrada de terra não é o mesmo serviço que carro de garagem. Cobrar a mais pela sujeira pesada é justo, desde que o cliente saiba antes. Deixe claro na hora de agendar.

6. Compare com o mercado só no final

Com seu preço calculado, aí sim olhe a concorrência. Se você está muito acima, procure onde cortar custo ou como mostrar mais valor (fotos de antes e depois, avaliações, garantia). Se está muito abaixo, provavelmente está pagando para trabalhar.

7. Revise a cada seis meses

Produto sobe, aluguel sobe, você fica mais rápido. Uma revisão rápida duas vezes por ano evita que a margem suma sem você perceber.

No HiGarage você define o preço de cada serviço, as porcentagens por porte e por sujeira, e o cliente vê o valor certo ao agendar. O financeiro mostra o ticket médio e o resultado do mês. Teste grátis.

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